Quanto tempo você já perdeu tentando aprender algo novo que logo depois seria completamente esquecido?

Uma boa parte da sua juventude já foi desperdiçada fazendo isso na escola e universidade. Seu cérebro simplesmente apagou uma tonelada de informações que você dedicou anos da sua vida memorizando.

Não adianta tentar enganar o seu cérebro. Ele foi programado de fábrica para descartar informações inúteis. Somente o que ele julga ser importante é armazenado por mais tempo. Existem regras, sinais e padrões que a sua mente utiliza para julgar e separar o útil do inútil.

Entender como isso funciona representa um grande diferencial que pode impactar sua vida profissional, financeira e pessoal. Com menos tempos, você pode aprender mais e melhor.

Consciência sobre o poder da ferramenta

Cada um de nós tem um exemplar do sistema biológico mais complexo e poderoso do universo conhecido. É incrível o que a humanidade já fez e desfez, construiu e destruiu a partir 1,5kg dessa matéria orgânica que todos carregam sobre o pescoço.

Observe que todas as criações e invenções humanas, um dia existiram apenas dentro de cérebros iguais ao seu. Apesar de termos a ferramenta mais poderosa que existe, ela não foi entregue com um manual de instruções.

Gastamos a vida toda tentando entender como funcionamos, alguns conseguem, outros não. Poucos são os que tiram proveito do próprio potencial, pois poucos sabem de sua existência. Raros são os que deixam rastros de inteligência através de seus feitos na ciência, arte, política, empreendedorismo etc. A maioria de nós fará um uso mediano do próprio poder cerebral. Teremos resultados medianos e levaremos uma vida mediana em meio a tantos outros semelhantes a nós.

Nascemos pelados, sem dentes, mas equipados com a ferramenta mais poderosa do universo conhecido.

O que nos diferencia de todos os outros seres vivos é a nossa incrível capacidade de aprender e pensar para melhorar a nossa vida e a vida de toda a humanidade. Quando você não busca o seu desenvolvimento intelectual, emocional, ético e moral, através do aprendizado, você frustra a sua natureza humana.

Seria como uma ave que se recusa a voar, um peixe que se recusa a nadar ou uma árvore que se recusa a dar frutos. Você nunca encontrará outro ser vivo recusando-se a exercer sua natureza, pois somente nós, humanos, temos a capacidade ir contra nossa própria natureza. É claro que ir contra nossa natureza gera consequências negativas. É desenvolvendo sua habilidade de aprender que você pode transformar a sua vida e a de todos que estão próximos de você.

Ao manter minha rotina diária de estudos estou gerando resultados positivos na minha vida profissional, financeira e pessoal. Ao desenvolver-me profissionalmente e como pessoa, gero um impacto positivo na vida das pessoas próximas e vou deixando meu rastro durante a minha breve existência. Eu faço aquilo que a natureza humana espera de mim.

É fundamental que você introduza essa rotina de estudos diários na sua vida para que se desenvolva em todos os sentidos e faça aquilo que você nasceu para fazer que é aprender, desenvolver-se e crescer, arrastando as pessoas com você através do seu bom exemplo.

Aprender a aprender

Ninguém nos ensinou a aprender. No máximo, criamos nossas próprias técnicas ineficientes de memorização. A memorização tem pouca importância em um mundo onde todas as informações estão disponíveis através de alguns cliques. O importante é que você saiba como transformar informações em conhecimento.

Sempre que você é exposto a novas informações, seu cérebro começa a fazer relações, julgamentos e comparações entre o conteúdo que você está recebendo e o conteúdo que você já possui armazenado na sua memória de longo prazo.

Os conhecimentos antigos são como vários quebra-cabeças que ainda não foram terminados. Uma nova informação é como uma peça solta que precisa encontrar seu espaço em algum quebra-cabeça na memória de longo prazo.

O que está na sua memória de longo prazo é aquilo que você realmente aprendeu, é o seu conhecimento. Na memória de curto prazo temos apenas informações soltas, ou peças soltas que serão descartadas se não for possível encontrar o seu lugar.

“Educação é aquilo que fica depois que esquecemos o que aprendemos na escola”. Albert Einstein

Você já teve o sentimento do “cair da ficha”? É o que sentimos quando nosso cérebro consegue conectar as peças que chegam a todo momento na nossa mente. É quando as ideias fazem sentido, depois de alguma resistência, que a ficha cai e finalmente entendemos e aprendemos.

Fragilidade da primeira conexão

Essas novas conexões ainda são muito frágeis. Se você estiver diante de um conhecimento totalmente novo, terá que montar um quebra-cabeça do zero diante de milhares de pequenas peças jogadas de forma aleatória sobre uma mesa.

Por este motivo, é mais fácil aprender algo que complementa o que já sabemos e mais trabalhoso iniciar os estudos de um tema totalmente inédito. A parte mais trabalhosa será o início. Quando o quebra-cabeça se torna maior, a quantidade de peças disponíveis por todos os lados, esperando uma nova peça, fica cada vez maior.

Por este motivo, cada pessoa aprende em um ritmo diferente da outra, com uma facilidade maior ou menor que a outra. Tudo vai depender da quantidade de quebra-cabeças inacabados que já existem na sua memória de longo prazo. Cada pessoa tem sua própria bagagem de conhecimentos. Quanto mais sabemos, mais fácil e gratificante se torna aprender. Quanto menos sabemos, mais trabalhoso é o processo.

Um problema que enfrentamos quando aprendemos uma coisa totalmente nova é a fragilidade das conexões. Poucos dias depois de ter conectado um conhecimento no outro, ele começa a se soltar. É como montar um quebra-cabeça na frente de uma janela aberta e observar que o vento está movendo as peças que estão fragilmente ligadas.

Você precisa voltar para a mesa e encaixar as peças que se distanciaram. É por este motivo que a escola nos obriga a aprender através da repetição. Precisamos ler o mesmo conteúdo várias vezes para fixar. Precisamos assistir o vídeo mais de uma vez. Precisamos assistir mais de uma aula sobre o mesmo tema.

Você já sabe o que acontece quando tentamos fazer alguma coisa que não entendemos os motivos. Perdemos a motivação. Sem motivação tudo fica mais difícil. Quanto você entende que realmente precisa acessar a mesma informação várias vezes, reclama menos e fica mais motivado para continuar.

Repetição eficiente:

Estudar é repetição, mas esse processo de repetição não precisa ser entediante. Podemos acessar a informação várias vezes de formas diferentes e com prazer. Vou mostrar como eu faço isso.

Primeiro Passo:

Você precisa acreditar que é importante. Tudo que precisamos fazer contra a nossa vontade se torna chato, cansativa, vira tortura ou um castigo.

Se você acredita que aprender o que você está aprendendo é inútil, é melhorar parar tudo e procurar alguma utilidade. Você vai perder tempo tentando aprender uma coisa que você acredita ser inútil.

Se você acompanha meu trabalho de educação financeira no Clube dos Poupadores, já deve ter percebido que em todos os meus artigos eu começo destacando a importância do que irei ensinar. Estou sempre lembrando os leitores como é caro ser financeiramente ignorante. Perdemos tempo, perdemos dinheiro e muitas vezes somos enganados por ignorar o funcionamento do dinheiro. Isso se torna um grande motivador para que as pessoas tomem a decisão de aprender alguns temas complexos que jamais iriam dedicar tempo aprendendo se não estivessem convencidas de que aquilo trará uma melhora na sua qualidade de vida.

Preste atenção nisso que irei dizer. Você precisa relacionar o ato de estudar com uma caminhada que te levará para uma vida mais rica, próspera e feliz. Os estudos que você fará sozinho durante a vida, fora das escolas e universidades, serão os mais importantes e úteis. Para estudar com eficiência, é necessário ter um propósito. Você precisa entender e aceitar essas quatro verdades:

  1. Nada é quem nada sabe
  2. Nada pode quem nada é
  3. Nada faz quem nada pode
  4. Nada tem quem nada faz

Se você pretende ter uma vida melhor, rica e próspera, primeiro você precisa fazer o que é necessário para atingir esse objetivo. Só faz aquele que pode. Para poder você primeiro precisa ser alguém que pode e só seremos com base naquilo que sabemos. Tudo começa no aprendizado. Todo o resto é consequência.

Leia essas quatro verdades diversas vezes. Cole essas frases na parede do seu quarto ou no espelho do seu banheiro.

Tente perceber que uma coisa está ligada na outra. Tudo que temos é pelas coisas que sabemos. Tudo que podemos é pelas coisas que sabemos. Tudo que fazemos é pelas coisas que sabemos. Tudo que somos é pelas coisas que sabemos.

Segundo passo

Você precisa acreditar que você é capaz. Nosso cérebro foi feito para aprender. O seu nível de inteligência (capacidade de compreender e resolver problemas) e de conhecimento não é uma coisa estática. Pessoas com menor capacidade de compreender e resolver problemas podem aumentar essa capacidade, se acreditarem que é possível. Pessoas sem conhecimento podem se tornar pessoas com grande nível de conhecimento sobre qualquer assunto, se acreditarem que é possível. É o acreditar que nos motiva a agir e sem ação você nunca irá aprender nada.

É comum ouvir pessoas dizendo:

“Eu sempre enfrento o problema _________ por não saber nada sobre ______”.

Nos dias de hoje, com tanta informação disponível, seria melhor dizer “Eu enfrento o problema _____ por não ter interesse em aprender _____.

A falta de tempo livre não pode ser uma justificativa para deixar de aprender. Como já mostrei neste artigo aqui, é fácil multiplicar seu tempo livre adotando algumas medidas simples.

Não saber um determinado assunto pode ser apenas uma desculpa para não fazer algo importante. É muito semelhante com a desculpa diante da falta de tempo, que muitas vezes pode ser apenas uma falta de prioridade. O fato de não saber hoje, não significa que você está condenado(a) a não saber para sempre.

Você pode se tornar uma pessoa mais inteligente se compreender que a inteligência é a sua capacidade de compreender e resolver problemas e que essa capacidade pode ser desenvolvida.

Se você acredita que o seu conhecimento e inteligência são características fixas, você não acreditará que será possível aprender coisas novas. Se você acredita que as coisas que você não sabe é uma consequência daquilo que você ainda não estudou, você terá um motivo a mais para estudar sem reclamar.

Se você não tem um motivo forte para estudar, ou seja, um objetivo para atingir, um sonho para realizar, você não vai conseguir estudar com eficiência (sem esquecer tudo depois).

Se você não entende a utilidade do estudo para atingir seu objetivo, você também não vai conseguir estudar de forma eficiente.

Terceiro Passo

Torne o processo mais variado e divertido. O aprendizado através da repetição não precisa seguir aquele modelo chato que você desenvolveu na escola. Vou apresentar aqui algumas estratégias que utilizo no meu dia a dia e que funciona muito bem.

Logo após aprender alguma coisa nova, seja através da leitura ou assistindo um vídeo, escreva com suas palavras aquilo que você aprendeu. Faça de forma leve, descompromissada, rabiscada e improvisada. Eu assisto muitas palestras e aulas sobre os mais variados assuntos através do Youtube. Acredito que conhecimentos variados são como ter inúmeros quebra-cabeças na minha mente, prontos para receber novas peças.

Ao contrário do que muita gente imagina, o Youtube está repleto de palestras, aulas e apresentações de grandes autores. Sites como o TED também possuem palestras gratuitas de enorme valor (muitas são legendada como essas aqui) sobre os mais variados temas. Os melhores e maiores pensadores da atualidade estão produzindo conteúdo diariamente. Somos sortudos por estarmos vivos nesse momento histórico da humanidade onde o conhecimento está acessível.

Ouvir e escrever

Quando gosto da palestra eu costumo assisti-la duas vezes. A primeira eu apenas assisto. No dia seguinte, assisto a palestra novamente fazendo anotações. Dar esse tempo de um dia para o outro faz uma enorme diferença quando você assiste pela segunda vez. Experimente e você verá que é bem melhor que assistir apenas uma vez tentando anotar o que é importante logo na primeira vez. Quando você assiste pela segunda vez e anota somente na segunda vez, já possui uma ideia do todo. Isso faz muita diferença. É como se fosse possível ver a foto do quebra-cabeça montado antes de montar o seu quebra-cabeça.

Se estiver no computador as anotações podem ser no computador mesmo através do Google Docs. Se estiver no smartphone ou na televisão (smart TV) faço anotações em um caderno de anotações que tenho. Se você não tem um caderno de anotações, deveria experimentar andar com um para anotar ideias.

Meu caderno de anotações. O gráfico que aparece desfocado será a base de um futuro artigo sobre motivações humanas.

Ler, marcar e escrever

Quando estou lendo, também faço anotações ou destaco aquilo que é mais importante no meu caderno. Quando utilizo o Kindle o processo de marcar se torna mais fácil. Posso ler as marcações, fazer buscas e tudo fica mais prático.

Quando considero que é importante dedicar mais tempo e esforço para aprender aquele conteúdo, abro um documento novo no Word ou no Google Docs e começo a escrever um resumo do que acabei de aprender. O resumo utiliza como guia as anotações que fiz. A ideia é sempre sintetizar, resumir, destilar o conteúdo até chegar nos pontos importantes.

Considero que é neste momento que eu consigo realmente fixar aquele novo conteúdo, fazendo conexões das peças novas com as peças que estavam na minha memória de longo prazo. Quando você escreve, força sua mente a organizar e relacionar as ideias dentro da sua cabeça. Escrever é uma maneira de repetir o acesso ao mesmo conteúdo.

O explorador

Se ainda não consegui entender o conteúdo com clareza, assumo o papel de explorador. Busco outras fontes. Na própria internet é possível encontrar pessoas falando sobre os mesmos assuntos de maneira diferente.

Quando somos crianças a exploração do que é novo é uma atividade muito divertida. As pessoas perdem esse prazer da exploração de novos conhecimentos, especialmente quando entram na escola e são obrigadas, e não motivadas, a aprender.

É importante ter consciência disso e buscar o retorno desse prazer por explorar novos conhecimentos. Um dia você já relacionou o ato de aprender com o ato de brincar, mas estragaram tudo. Hoje, você tem mais condições de retomar essa brincadeira. Quando você era criança seu acesso ao mundo era limitado. Agora, na fase adulta, você não está limitado ao espaço da sua casa. Você pode se deslocar pela cidade, pode viajar, pode visitar uma livraria, assistir filmes e vídeos, fazer cursos, explorar conteúdo na internet e buscar pessoas que tenham os mesmos interesses. Você só precisa recuperar a curiosidade natural que existia dentro de você quando era criança. Assuma que você ainda sabe pouco. Transforme a busca pelo porquê das coisas em um hobby.

Aprender e conversar

Experimente introduzir algum tema novo que você está estudando em alguma conversa com seus parentes e amigos. Isso ajuda muito a fixar o conteúdo, pois novamente estaremos raciocinando sobre o tema, repetindo ele na nossa mente, organizando ideias e refletindo. Aprendemos muito quando ensinamos, mesmo quando o outro lado não percebe estamos ensinando alguma coisa.

Experimente conversar mais sobre ideias no lugar de falar sobre notícias e sobre a vida das outras pessoas. Lembre-se que era isso que você fazia quando criança. As crianças gostam de contar para as pessoas aquilo que acabaram de descobrir. Crianças não falam sobre notícias e sobre as fofocas da vida dos famosos (atores, cantores, esportistas ou políticos).

Aprender e gravar

Na falta de alguém para conversar sobre o assunto que você está estudando ou de tempo e disposição para escrever sobre o tema, você pode utilizar um aplicativo gravador de voz no seu smartphone. Faça uma gravação para você mesmo falando sobre aquilo que você acabou de aprender. É importante usar suas próprias palavras e não repetir as coisas que leu ou ouviu. Não é necessário compartilhar com ninguém, mas se quiser compartilhar use o Youtube.

Você provavelmente já assistiu algum filme mostrando um ator que faz o papel de um cientista que grava áudios, dentro do seu laboratório, descrevendo as descobertas do dia. Quando estamos lendo ou assistindo uma palestra, estamos fazendo novas descobertas. É uma prática muito acessível e fácil de fazer. Alguns dias depois, com o objetivo de reforçar o aprendizado, basta ouvir suas próprias gravações no seu tempo livre.

O personagem Dr. Hunter, vilão do seriado de ficção científica “The OA”, fazia gravações sobre os seus estudos de experiências de quase morte.

Aprender com um grupo

Conheço algumas pessoas que formam grupos de estudo. Vamos imaginar que você e mais dois amigos perceberam a importância ler sobre investimentos. Vocês combinam para que todos comprem o mesmo livro. Vocês determinam um ou mais capítulos para serem lidos durante a semana. No fim de semana vocês podem promover um encontro para debater o capítulo. Vocês podem fazer a leitura em grupo com paradas para debater o que foi lido. Também podem abrir um espaço para que cada um destaque quais pontos achou mais importante naquele capítulo. Todos vão assumir o papel de professores do grupo.

Ao ensinar alguém, você será capaz de encontrar falhas na sua compreensão. A outra pessoa terá dúvidas e fará perguntas que você não imaginava existir. Isso aumenta ainda mais o seu interesse em aprofundar sobre o tema. É uma boa técnica para aqueles que se sentem desmotivados diante da solidão da leitura.

Aprenda e faça mapas

Outra ferramenta interessante e que também utilizo para alguns assuntos que estou estudando são os mapas mentais. Existem vários aplicativos de mapa mental para computador e smartphone. Eu faço mapas mentais no meu caderno de anotações. O homem primitivo já fazia anotações nas paredes das cavernas que lembram nossos mapas mentais.

Pedra do Ingá (Ingá/Paraíba). Com 6000 anos, essas inscrições rupestres brasileiras são mais antigas que as pirâmides do Egito. Se fosse em outro país, esse lugar seria um ponto turístico mais conhecido que o Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Isso é um mapa mental. O tempo passa, as ferramentas mudam, mas continuamos os mesmos humanos.

Aprender e publicar

Muitos estudos que faço são transformados em artigos que posteriormente são publicados aqui no Transcendência Financeira ou no Clube dos Poupadores. Você também pode escrever e publicar seus estudos. Você pode criar um blog gratuito no https://br.wordpress.com/ ou no https://www.blogger.com. O Facebook também pode ser usado para compartilhar conteúdo sobre seus estudos. Você estuda, aprende e ainda ajuda as pessoas.

Aprender pelo prazer. Errar faz parte.

Quando somos crianças temos um enorme prazer em fazer algo novo e aprender durante o processo. Na fase adulta, perdemos o prazer pelo novo. Muitas vezes esse prazer se transforma em um medo do novo, preguiça pelo novo, desinteresse pelo que é novo. Passamos a cultivar o que é antigo e a reclamar do novo.

O medo de errar costuma estar associado a esse tipo de rejeição ao novo. A melhor forma de não errar tentando fazer uma coisa nova é não aprender coisas novas. Nunca vivemos tantas mudanças em um espaço de tempo tão curto. É um grave erro recusar a ideia de que devemos aprender coisas novas e alegar falta de tempo, paciência e inteligência. Nunca a habilidade de aprender novas coisas foi tão importante diante das mudanças profissionais, financeiras e sociais que vivemos. Muitos vão perder o emprego e a estabilidade financeira nas próximas décadas por não aceitar que não podemos parar de aprender.

Para aprofundar sobre memorização, estudos e velocidade de leitura eu recomendo que você conheça o trabalho desse autor aqui. Eu já fiz o curso dele e me ajudou muito. Já recebi mensagens de pessoas reclamando pelo fato dos meus textos serem muito longos. Elas são incapazes de perceber que esse problema não é comigo, é com elas. É importante investir no desenvolvimento das nossas habilidades.

Assumindo a responsabilidade

Não podemos transferir toda a responsabilidade da nossa educação para as escolas, cursos, universidades etc. Essas instituições são apenas instrumentos. Se não existir seu real comprometimento em aprender, você irá apenas perder tempo.

Tenho certeza que nas futuras gerações, as crianças irão para as escolas aprender uma única coisa. Elas irão aprender técnicas sobre como aprender. As vastas fontes de informação não estarão dentro das escolas e muito menos em dúvidas de livros que nos mandam ler. Toneladas de conteúdo, dos maiores especialistas do mundo, em qualquer área do conhecimento, estarão disponíveis livremente ou por custos simbólicos (isso já acontece). Os professores serão mentores. Eles vão motivar, inspirar, provocar e apontar caminhos. O resto será por sua conta. A sua construção como pessoa cabe a você.

A figura que representa o nosso site tem o objetivo de mostrar essa ideia do homem responsável por sua própria construção. São camadas de cores diferentes que representam os conhecimentos, virtudes e valores que você deve desenvolver para construir a si mesmo.

Todos os outros seres nascem prontos, mas estão condenados a serem apenas aquilo que a natureza impõe. O ser humano é diferente. Ele nasce livre para iniciar o seu processo de autoconstrução e seu desenvolvimento é o sentido básico da sua vida. Não fuja da sua natureza. Assuma a responsabilidade.

Desafio: 1 livro por mês

Você só precisa ler 6 páginas por dia para completar a leitura de um novo livro de 180 páginas a cada 30 dias. Dedique 15 ou 30 minutos por dia. É tempo suficiente para ler lentamente, refletindo e fazendo anotações.

Veja que não é um esforço muito grande, principalmente se o livro que você escolher ensinar alguma coisa importante, que possa melhorar a sua vida em algum aspecto. Imagine ser uma pessoa melhor a cada 30 dias por um custo de apenas 30 minutos por dia. Quantos 30 minutos você já gastou distraindo-se, sem colher qualquer resultado positivo?

Todos os anos, um dos homens mais ricos do mundo, divulga a lista dos melhores livros que leu no ano que passou (fonte). Ele não lê apenas um livro por mês. Ele conclui um livro por semana. Se ele, que tem US$ 84,8 bilhões de patrimônio, continua estudado, por qual motivo você não deveria fazer o mesmo? O dono do Facebook, com seus 56 bilhões lê 26 livros por ano (fonte). Não funciona ler os livros que eles estão lendo. O quebra-cabeça deles é diferente do seu. Você só precisa definir o que você quer ser e o resto será uma consequência. Inicie o seu processo de autoconstrução ainda hoje.